| |
| |
| |
MORADA SUSTENTÁVEL
Quando questionada se a arquitetura poderá prescindir dos pilares sustentáveis, atuando em conflito com as necessidades ambientais, Adriana Levisky não dá margem a objeções: “Naturalmente, não há como considerar a arquitetura e o urbanismo atuando de forma desatenta e desvinculada da sustentabilidade. A produção arquitetônica e urbana do século 21 está necessariamente relacionada às questões sociais, ambientais, econômicas e culturais que urgem por um tratamento sinérgico e holístico, que pode ser beneficiado por avanços consistentes no uso ético e inclusivo do conhecimento e de novas tecnologias”, declara.
|
|
|
| |
|
|
| |
“Apesar de parecer um caminho óbvio no processo da elaboração e implantação de soluções para os desafios relacionados à qualidade de vida nas cidades, as estruturas sociais e políticas no âmbito mundial, em sua maioria, não se apresentam suficientemente maduras para a necessária implementação de ações conjugadas – ações estas que se traduzam em respostas efetivas para as questões urbanas que, por sua vez, estão frequentemente relacionadas à atuação concatenada de diversas áreas do conhecimento no contexto das organizações”, continua. “As palavras-chaves da contemporaneidade são diversidade, mediação e pactuação. A contemporaneidade demanda um posicionamento profissional, social e existencial pautado nestas três palavrinhas. Sem elas, dificilmente iremos avançar neste mundo tão populoso, complexo e paradoxal”, elabora a arquiteta urbanista, com maestria.
“Temos em nosso escritório alguns trabalhos realizados e projetos elaborados que envolvem interlocuções entre as esferas pública e privada. São experiências que apontam caminhos possíveis a serem trilhados, todos com as suas respectivas oportunidades e os desafios inerentes à qualificação e requalificação dos espaços urbanos. Neste contexto, é importante considerar que modelagens público-privadas tais como concessões, Parcerias Público-Privadas, Acordos e Termos de Cooperação são modelos jurídicos extremamente atuais, usualmente aplicados em contratos de infraestruturas, estradas, aeroportos, portos, mas ainda pouco dedicados às questões urbanas”, aponta.
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
|
|