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GlassecViracon Julho 2019 - EDIÇÃO Nº 71  
Boletim do Vidro
 
 
Entrevista com Siegbert Zanettini
 
Siegbert Zanettini       O encontro harmônico entre razão e sensibilidade

Conhecido e premiado em diferentes categorias por suas contribuições em sistemas construtivos inovadores e sustentáveis, o arquiteto e urbanista Siegbert Zanettini falou ao Boletim do Vidro em seu escritório, em São Paulo – o único imóvel não murado da rua, como fez questão de destacar.
 
A pauta teria foco na arquitetura hospitalar, uma vez que Zanettini possui diversos projetos nesse tipo de edificação, muitos dos quais tendo a GlassecViracon como empresa parceira na especificação e fornecimento dos vidros de alto desempenho.
 
Mas é quase impossível enfocar um único segmento quando a trajetória é longa e pontuada por fatos com valor histórico para a arquitetura – em especial quando é contada com a polidez expressiva de um profissional com 60 anos de carreira e quatro décadas como professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade de São Paulo.

“Na minha tese de livre docência, defendi que a arquitetura é o resultado físico-espacial do encontro equilibrado e harmônico entre razão e sensibilidade, entre o mundo sensível e o mundo racional”, explica o acadêmico. “Não importa a tipologia do projeto que você faça, a principal referência é o homem, e esse homem tem que estar num ambiente saudável”, declara.
      Hospital Mater Dei
 
 
 
Hospital Maternidade São Luiz Anália Franco       MUDANÇAS DE PARADIGMA
Quando perguntado sobre as tendências que levaram a uma arquitetura mais humanizada no setor hospitalar brasileiro, Zanettini remonta ao passado longínquo para explicar como a formação médica especializada e a evolução tecnológica aplicada aos equipamentos impactaram as novas instalações hospitalares, com a criação de espaços e soluções mais adequadas a esses maquinários. O design mais humanizado teria sido uma consequência.
 
No Brasil e em boa parte do mundo, havia uma visão muito negativa de hospital. “Era o lugar onde se colocava o doente para separá-lo da sociedade. Os ambientes eram escuros, extremamente fechados, a pessoa ficava confinada naquele espaço”, prossegue arquiteto.

Para ele, em São Paulo esse cenário começou a mudar de forma mais consistente na década de 1970, com a contribuição inovadora de Rino Levi para o projeto do Hospital Israelita Albert Einstein, inaugurado em 1971, na zona sul da capital.

“O Rino Levi, um dos grandes arquitetos na época, ganhou o concurso em 1958 e fez o primeiro bloco do edifício, instituindo esse hospital com características bastante diferentes do que havia até então. Foi um salto qualitativo muito grande”, conta.
 
Ainda sobre a virada dos anos 70, Zanettini fala com forte apreço sobre sua experiência com o projeto para a Maternidade de Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, concluído em 1972. “Tem cor, tem aberturas para os jardins, área verde, tem um painel desenhado por mim, pinturas epóxi na parede, foi o primeiro hospital a introduzir pisos plásticos no Brasil, vidros temperados com transparência também por primeira vez, ah, foi uma revolução!”, declara com empolgação. “Foi a coisa mais avançada em maternidade na época, tanto que virou maternidade-escola depois”, conta. “Marcou muito o que os hospitais viriam a ser dali para a frente.”
      Maternidade de Vila Nova Cachoeirinha
 
 
 
Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES)       ALTA COMPLEXIDADE SUSTENTÁVEL
Siegbert Zanettini também esteve à frente de um marco da arquitetura sustentável no Brasil: a ampliação do Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES), localizado na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. O projeto teve início em 2005 e foi concluído em 2011, rendendo ao arquiteto o prêmio David Gottfried Global Green Building Entrepreneurship, concedido pelo World Green Building Council, em 2012, e o Prêmio Socioambiental Chico Mendes, no mesmo ano.
 
“Eu pensei que era possível fazer um edifício ecoeficiente de alta complexidade no Rio de Janeiro, e fiz”, diz o arquiteto, destacando a importância de desenvolver o projeto com os potenciais do meio ambiente local, preservando-o.

“O edifício está em equilíbrio com o lugar, com iluminação e ventilação natural, vegetação nativa recuperada, toda uma postura para aproveitar o meio ambiente, que é riquíssimo, inigualável no mundo”, avalia, com entusiasmo.

O arquiteto relembra a importância do trabalho em equipe, coordenando diferentes disciplinas, para o sucesso da obra, com mais de 300 mil metros quadrados de área construída. “Eu tive 10 mil e 500 horas-homem no CENPES, sem nenhum acidente”, descreve. “Uma equipe técnica maravilhosa, mais de trinta empresas trabalhando comigo, todas de alta especialidade”, revela.
 
A GlassecViracon teve a honra de participar desse projeto, com o fornecimento de vidros laminados de segurança para diferentes instalações do complexo. “Nós não fazemos nada sozinhos. Não sou eu que faço coisas brilhantes, é uma equipe multidisciplinar que faz coisas brilhantes”, compartilha generosamente o professor, com sabedoria.

“Eu busco assessoria de quem sabe luminotécnica, de quem faz a parte estrutural, procuro firmas como a Glassec, que me dão suporte técnico efetivo, faço questão de saber qual a melhor solução para as condições do projeto”, vai ensinando. “Eu sei me aliar a boas empresas e bons profissionais”, conclui o arquiteto, dando mais uma vez seu testemunho de que conhece os caminhos para se renovar, com força agregadora.
      Hospital Israelita Albert Einstein
 
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