GLOSSÁRIO


A

ACABAMENTO JATEADO

Tratamento com a pulverização de partículas sólidas na superfície do vidro plano, deixando-a fosca e áspera. Esse método torna o vidro translúcido, oferecendo privacidade. 

ACIDADO

Tratamento superficial por meio de banho com ácido fluorídrico ou outros agentes cáusticos para alterar a superfície do vidro, tornando-o translúcido.

ACÚSTICA

Estudo dos sons e do controle dos fenômenos sonoros.

AUTOCLAVE

Equipamento que trabalha com alta pressão e calor, usado no processo de fabricação de vidros laminados, para aquecer e finalizar o processo de adesão entre as lâminas e o intercalário (PVB).


B

BANDEIRA

Componente horizontal ou vertical que dá suporte e sustentação a itens como painéis, vidros, faixas ou seções de uma fachada cortina.

BITE

Espaço existente entre o perfil espaçador e a borda do vidro insulado e que será preenchido com material de selagem.

BORDA LAPIDADA

Acabamento realizado na borda de uma peça de vidro para deixá-la lisa e com aparência cinza esbranquiçada.

BUTIL

Abreviação de poli-isobutileno. É a selagem primária de uma unidade de vidro insulado e seu componente principal, impedindo a penetração de vapor de umidade e promovendo a estanqueidade da câmara de ar.


C

CÂMARA DE AR NEGATIVO

Refere-se a uma unidade insulada na qual duas placas de vidro ficam mais próximas no centro do que na borda, conferindo-lhe aparência abaulada para dentro. Esse efeito pode ser provocado devido à variação de altimetria entre local de fabricação e local de instalação.

CÂMARA DE AR POSITIVO

O oposto de ar negativo. Trata-se de uma unidade de vidro insulado em que o centro está mais afastado do que próximo do espaçador de ar, conferindo-lhe aparência abaulada para fora. Esse efeito pode ser provocado devido à variação de altimetria entre local de fabricação e local de instalação.

CLARABOIA

Caixilho envidraçado em um telhado ou teto de uma edificação. Também chamado de skylight.

COEFICIENTE DE GANHO DE CALOR SOLAR

Ver Fator Solar.

COEFICIENTE DE SOMBRA (CS)

É a proporção de ganho de calor solar (FS) através de um tipo específico de vidro relativamente ao ganho de calor solar através de uma placa de vidro incolor de 3 mm, sob condições idênticas. Quanto menor o valor do coeficiente de sombra, menor será o ganho de calor, o que representa um melhor desempenho do produto.

CONDENSAÇÃO

Condensação é a transformação da matéria, do gasoso para o líquido. A condensação se forma quando a temperatura do vidro cai abaixo do ponto de condensação do ar. Para evitar que ela se forme, a temperatura do vidro deve permanecer mais alta que o ponto de condensação do ar ambiente.


D

DELAMINAÇÃO

Área de descolamento entre o vidro e o intercalário de PVB (polivinil butiral) em um vidro laminado.

DEPOSIÇÃO A VÁCUO (OFF-LINE)

Processo de aplicação de múltiplas camadas de revestimento metálico sobre a superfície do vidro plano em uma câmara a vácuo. Também conhecido como sputtering. 

DEPOSIÇÃO PIROLÍTICA (ON-LINE)

Processo de aplicação de um fino revestimento metálico sobre a superfície do vidro plano durante o processo de fabricação do vidro float.

DESSECANTE

Material sílico aplicado dentro do espaçador para absorver a umidade contida na câmara de ar de uma unidade insulada.

DISTORÇÃO

Alteração de imagens visualizadas devido às variações no nivelamento do vidro ou em porções não homogêneas no interior do vidro. Essa distorção é uma característica inerente ao vidro tratado termicamente.

DUPLA SELAGEM

Refere-se à selagem primária de poli-isobutileno e à selagem secundária de silicone do vidro insulado.


E

EMISSIVIDADE

A medida da capacidade de uma superfície emitir radiação infravermelha longa.

ENERGIA SOLAR

A soma total de energia do espectro solar.

ENVIDRAÇAMENTO

Processo de instalação de vidros para o fechamento de vãos em janelas, painéis de portas, divisórias, entre outros.

ENVIDRAÇAMENTO COM JUNTAS DE TOPO

Processo de envidraçamento em que as bordas verticais do vidro dispensam juntas estruturais de suporte.

ENVIDRAÇAMENTO CONVENCIONAL

Processo que utiliza um sistema de caixilharia no qual o vidro é encaixado e fixado dentro de um perfil.

ENVIDRAÇAMENTO ESTRUTURAL COM SILICONE

Processo que utiliza um selante de silicone para a transferência estrutural de cargas dos vidros para o seu sistema perimétrico de suporte e retenção do vidro no vão.

ENVIDRAÇAMENTO INCLINADO

Envidraçamento em que as peças de vidro são instaladas com inclinação superior a 15º em relação ao eixo vertical. Também conhecido como sloped.

EQUAÇÃO RAT

Calcula o destino de 100% da energia solar, que é igual à soma da RAT — Reflexão, Absorção e Transmissão da luz solar.  Por exemplo, de uma lâmina de vidro incolor de 3 mm de espessura, 83% da energia solar é transmitida, 8% é refletida e 9% é absorvida pelo vidro. Desse percentual de energia solar absorvida, uma parte é emitida de volta para o exterior e outra parte, para o interior do edifício.

ESPAÇADOR DE AR

Perfil de alumínio que agrega duas chapas de vidro em uma unidade insulada e que é preenchido com dessecante para impedir a condensação.

ESPECTRO SOLAR

O espectro solar, ou luz solar, consiste de luz ultravioleta (UV), luz visível e luz infravermelha (IV).  A distribuição de energia dentro do espectro solar é de cerca de 2% de UV, 47% de luz visível e 51% de IV.


F

FACE SUPERIOR

Face do vidro plano que fica voltada para cima e exposta ao ar durante a fabricação, na qual são aplicados os revestimentos. A face inferior é chamada de “lado do estanho”, uma vez que “flutuou” sobre um banho de estanho líquido.

FATOR SOLAR (FS)

É a parcela de energia solar transmitida diretamente somada à parcela de energia solar absorvida pelo vidro e retransmitida para dentro do ambiente. Portanto, fator solar é a quantidade total de calor que atravessa o vidro. Quanto menor o FS, menor o ganho de calor. Este conceito é conhecido também como Coeficiente de Ganho de Calor Solar, ou SHGC (Solar Heat Gain Coefficient), na sigla em inglês.


G

GANHO RELATIVO DE CALOR

Conhecido como RHG (Relative Heat Gain), na sigla em inglês. É a quantidade de calor ganha através do vidro considerando o valor U e o coeficiente de sombra. Para calcular o ganho de calor no sistema métrico inglês: RHG = (valor U no verão x 14°F) + (coeficiente de sombra x 200). No sistema métrico decimal: RHG = (valor U no verão x 7,8°C) + (coeficiente de sombra x 630). Quanto mais baixo o RHG, mais o produto de vidro restringe o ganho de calor.

GÁS ARGÔNIO

Gás invisível e atóxico usado na câmara de vidros insulados para melhorar o desempenho do isolamento (Valor-U).


H

HEAT SOAK

Processo de aquecimento do vidro a uma temperatura específica por tempo determinado em forno especial, a fim de identificar impurezas no vidro conhecidas como “inclusões de níquel sulfeto” (NiS).


I

INCLUSÃO DE SULFETO DE NÍQUEL

Impurezas detectadas no vidro float que podem causar ruptura espontânea no vidro totalmente temperado. Ver Heat Soak.

ÍNDICE DE SELETIVIDADE (IS)

É o coeficiente de transmissão luminosa dividido pelo fator solar. Segundo especificações do Departamento de Energia dos Estados Unidos, o vidro precisa ter IS igual ou superior a 1,25 para ser considerado um “vidro verde”, ou de espectro seletivo. Tal conceito é conhecido como LSG (Light to Solar Gain Ratio), na sigla em inglês.

INFRAVERMELHO (IV)

A luz IV é invisível a olho nu, sua onda mede entre 790 – 3.000 nm e produz uma sensação de calor penetrante. Suas ondas curtas se convertem em calor quando absorvidas por um objeto.

INTERCALÁRIO

É o plástico ou vinil com que são produzidos os vidros laminados.

IRIDESCÊNCIA

Também denominada padrão de deformação, a iridescência é um fenômeno inerente ao vidro tratado termicamente. Em geral, é visível apenas sob determinadas condições de iluminação ou através de uma lente polarizada.


L

LADO DO ESTANHO

É o lado inferior do vidro plano (float), assim denominado porque a peça flutua em um banho de estanho líquido enquanto é resfriada. Apresenta resíduos de estanho (não visíveis) na superfície.

LINHA DE VISÃO PARA VIDRO INSULADO

Extensão da borda do vidro insulado encaixada no perfil espaçador que ficará encoberta no caixilho.

LOW IRON OU EXTRA CLEAR

Vidro plano fabricado com menos ferro do que o vidro incolor padrão e por isso o tom esverdeado é amenizado.

LOW-E

Abreviatura para revestimentos de baixa emissividade, que são aplicados ao vidro para refletir ondas invisíveis de radiação infravermelha longa ou de calor. Os revestimentos low-e reduzem o ganho ou a perda de calor em uma edificação, redirecionando o calor. Em geral também oferecem maior transmissão luminosa e baixa reflexão. São considerados vidros de controle solar quando utilizados para eficiência energética em envidraçamentos.

LUCITE

Pó utilizado para separar as placas de vidro a fim de evitar danos decorrentes de arranhões ou atrito.

LUZ ULTRAVIOLETA (UV)

Parcela invisível do espectro solar com comprimentos de onda mais curtos do que 390 nm. Os efeitos da longa exposição aos raios UV provocam descoloração de tecidos e deterioração de plásticos.


M

MARCAS DE ONDULAÇÃO (ROLLER WAVE)

O aparecimento de ondulações algumas vezes observadas em vidros tratados termicamente, causadas pelo movimento do vidro sobre os roletes no forno de têmpera.

MÉTODOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR

Transferências de calor de um lugar para outro através de condução, convecção ou radiação. A convecção ocorre a partir do movimento ascendente das correntes aquecidas de ar leve. A condução ocorre quando a energia passa de um objeto para outro por contato. A radiação ocorre quando o calor é enviado através do espaço e é capaz de se deslocar até um objeto distante no qual ele possa ser refletido, absorvido ou transmitido.

MOCK-UP (PROTÓTIPO)

Amostra ou modelo em tamanho real de um produto, que se usa normalmente para avaliar a aparência estética do produto.

MONOLÍTICO

Refere-se a uma placa de vidro como produto acabado.


O

OFFSET

Ver Overlap. 

OITC

Outside-Inside Transmission Class (OITC) é a classificação de utilizada para avaliar o desempenho acústico do vidro para aplicações externas.

OVERLAP

Unidade de vidro em que as duas bordas da placa são intencionalmente desalinhadas. O mesmo que offset.


P

PLACA

Termo alternativo para se referir a um painel ou chapa de vidro.

POLI-ISOBUTILENO (BUTIL)

Selante primário de uma unidade de vidro insulado e componente-chave para limitar a transmissão de vapor de umidade e garantir a estanqueidade da câmara de ar.

POLIURETANO

Conhecido como uretano, é usado por alguns fabricantes de isolamento para vedação secundária. Também é uma camada intercalar usada em produtos de segurança de policarbonato.

POLIVINIL BUTIRAL (PVB)

O plástico ou vinil utilizado na composição de uma unidade de vidro laminado que mantém as lâminas aderidas.


R

REFLETIVIDADE DE ENERGIA (RE)

O percentual de energia solar que é refletida das superfícies de vidro.

REFLEXÃO DA LUZ VISÍVEL (RLE OU RLI)

O percentual de luz que é refletido pela(s) superfície(s) de vidro.

REVESTIMENTOS DE CONTROLE SOLAR

Revestimentos que reduzem o ganho de calor por meio de maior reflexão solar.


S

SERIGRAFIA

Também conhecida como silkscreen, é o processo de aplicação de um desenho ou padrão específico sobre o vidro. O desenho é feito colocando-se uma tela sobre a peça de vidro e em seguida aplicando a tinta cerâmica por meio de um grande rodo que a pressiona através dos poros da tela. A peça vai então para um forno de infravermelho para a secagem da tinta e em seguida para um forno de têmpera para queimar, onde ficará aderida ao vidro permanentemente.

SPANDREL

Painel situado entre a área de visão e a área que encobre colunas estruturais, pisos e paredes de cisalhamento.

SUBSTRATO

Vidro plano ou matéria-prima nos quais são aplicados outros materiais ou processos de beneficiamento.


T

TERMOENDURECIDO

Ver Vidro Termoendurecido.

TINTA CERÂMICA

É a tinta utilizada no processo de serigrafia em vidros para fins decorativos ou pela funcionalidade, tal como o controle solar ou spandrel.

TRANSMISSÃO DE ENERGIA (TE)

O percentual de luz ultravioleta visível e próxima da energia infravermelha (de 300 a 3.000 nanômetros) que é transmitida através do vidro.

TRANSMISSÃO LUMINOSA (TL)

O percentual de luz visível (de 380 a 780 nanômetros) transmitido através do vidro. A luz visível é a única porção do espectro solar visível ao olho humano.

TRATAMENTO TÉRMICO

Processo térmico destinado a aumentar a resistência do vidro a variações térmicas e mecânicas. A expressão se aplica ao processo utilizado tanto no vidro temperado quanto no vidro termoendurecido.

TUBO CAPILAR

Pequeno tubo localizado no espaçador do vidro insulado para equilibrar as pressões interna e externa da câmara durante o transporte.


V

VALOR R

Resistência térmica de um sistema envidraçado expressa em ft2/hr/°F/BTU (m2/W/°C). O valor R é recíproco ao valor U. Quanto maior o valor R, menos calor é transmitido através do material do envidraçamento.

VALOR U

É a medida do ganho ou da perda de calor através do vidro, devido à condutividade térmica e à diferença entre as temperaturas interna e externa. Quanto mais baixo o valor U, mais lenta é a transferência de calor através do material do envidraçamento. Também conhecido como Fator U ou coeficiente de transferência de calor.

VIDRO DE CONTROLE SOLAR

Vidro colorido e/ou revestido que reduz a quantidade de ganho de calor solar transmitido através do envidraçamento.

VIDRO DUPLO INSULADO LAMINADO

Unidade de vidro insulado em que tanto os componentes internos quanto os externos são de vidro laminado.

VIDRO FLOAT OU PLANO

Vidro produzido pelo processo de flutuação do vidro fundido em um banho de estanho, que confere faces planas em ambos os lados. A face em contato com o estanho é conhecida como lado do estanho. A face superior é conhecida como superfície da atmosfera ou lado do ar.

VIDRO IMPRESSO

Vidro com superfície texturizada para emitir luz, mas restringindo a visão.

VIDRO INSULADO

Dois componentes de vidro hermeticamente selados e separados por um espaçador. A função do vidro insulado é aumentar o desempenho térmico de uma janela. Norma NBR 16015:2012.

VIDRO INSULADO LAMINADO

Unidade insulada na qual o componente externo é de vidro laminado e o componente interno é de vidro monolítico.

VIDRO LAMINADO

Duas ou mais placas de vidro unidas entre si por uma película de plástico vinílico denominado polivinil butiral (PVB). Uma espessura mínima de 0,38 mm para essa camada intermediária atende às exigências das normas NBR 14697:2001 para vidros de segurança.

VIDRO LAMINADO INSULADO

Unidade de vidro insulado cujo componente externo é uma chapa de vidro monolítico e o componente interno é de vidro laminado.

VIDRO RECOZIDO

Vidro plano float, que permite o beneficiamento.

VIDRO REFLETIVO

Veja Revestimentos de Controle Solar.

VIDRO RESISTENTE A FURACÃO / AO VENTO CÍCLICO

Vidro laminado testado segundo um ou mais protocolos contra ventos de alta velocidade de furacões e detritos trazidos pelo vento.

VIDRO REVESTIDO

Termo geral para se referir a qualquer vidro que tenha um revestimento refletivo ou low-e, de acordo com a norma NBR 16023:2011.

VIDRO TEMPERADO

Vidro tratado termicamente para ter uma compressão mínima da superfície de 10.000 psi ou uma compressão de borda igual ou superior a 9.700 psi, em conformidade com os requisitos da NBR 14698:2001 ou da NBR 7199:1989 para envidraçamento em construção civil. O vidro temperado é entre quatro a cinco vezes mais resistente do que o vidro float da mesma espessura e tamanho, e ao quebrar forma pedaços pequenos relativamente inofensivos.

VIDRO TERMOENDURECIDO

Vidro tratado termicamente para ter uma compressão de superfície entre 3.500 e 7.500 psi e que atenda aos requisitos ASTM C 1048 para vidro termoendurecido. É cerca de duas a três vezes mais resistente que o vidro float da mesma espessura e tamanho.